segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Time Out Lisboa: Faculdade de Letras vai sair do armário

O primeiro movimento gay de uma universidade portuguesa já está a funcionar, diz Bruno Horta.


“O meu pai sabe, mas faz que não sabe, porque tem vergonha”. Assim fala Maria (nome falso), lésbica, de 20 anos. A mãe e os amigos aceitam a sua orientação sexual. O pai não. Por isso ela não pode aparecer. Está a organizar um movimento gay dentro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é aluna. E conversou com a Time Out, mas, à cautela, preferiu esconder o rosto nas fotografias.

É o primeiro movimento do género em Portugal. Há cerca de dez anos, na mesma faculdade, houve um semelhante, mas não chegou a arrancar – confirmou a Time Out junto de um dos responsa´veis de então. O nome, Letras Fora do Armário, reflecte o que Maria pensa sobre a forma como a homossexualidade é encarada na sua faculdade. “Apesar de Letras ter um passado tolerante e ligado a movimentos de esquerda, conheço muita gente que é discriminada aqui dentro e ouve constantemente insultos só porque tem demonstrações de afecto para com pessoas do mesmo sexo”.

Carla (também nome falso), de 19 anos, amiga de Maria e uma das três pessoas fundadoras do movimento (o terceiro elemento é um rapaz, com quem não foi possível falar), acrescenta outra preocupação: “Há alunos gays com medo de grupos nacionalistas que existem na faculdade”.

Não será contraditório que quem procura afirmar direitos tenha problemas em se mostrar? “Se o activismo gay em Portugal estivesse dependente de quem dá a cara, simplesmente não existia”, justifica Maria. “Para já é assim, não posso estar à espera de ganhar autonomia em relação aos meus pais para agir”.

À tradicional sigla LGBT, com que se designam movimentos ou associações deste tipo, estes alunos acrescentaram mais duas letras: Q e S. Trata-se, portanto, de um movimento de lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer e simpatizantes. Tanta abrangência numa sigla não é preciosismo, diz Maria. “As lutas de cada um destes grupos são diferentes. Queremos mostrar abertura, para que ninguém se sinta excluído”.

Maria não é novata nestas coisas. Desde os 16 anos que está ligada ao activismo. É uma das coordenadoras do núcleo de Lisboa da ex aequo, associação juvenil LGBT, e tem contactos com outras estruturas. Mas o Letras Fora do Armário é independente de qualquer associação, garante. Na semana passada, houve uma primeira reunião, no espaço da faculdade. Ainda não há actividades ou acções programadas. Mas a vontade é a de fazer debates, conferências ou ciclos de cinema, alargar o movimento a alunos, professores e funcionários, e fazer com que o conselho directivo o reconheça.

Curiosamente, a percepção que estes estudantes têm não coincide com a de professores. Frederico Lourenço, escritor e professor de Estudos Clássicos nesta faculdade, revela no livro de crónicas Valsas Nobres e Sentimentais, do ano passado, que a “clarificação pública” da sua homossexualidade (feita a partir de 2002, através de romances e entrevistas) lhe mostrou, ao contrário do que esperava, “uma imagem extremamente positiva” da faculdade. “Colegas que eu via facilmente a cortar relações comigo se ‘soubessem’, fizeram, para meu espanto, um esforço pronunciado para me mostrarem abertura e simpatia”, escreve. letrasforadoarmario.blogspot.com

terça-feira, 15 de Abril de 2008


quinta-feira, 10 de julho de 2008

3ª marcha do orgulho LGBT do Porto


12 de Julho de 2008
15:00h

Praça da República, Porto

Depois da maior marcha de sempre em Lisboa, que o mesmo se repita no Porto!



(andamos calados mas não estamos mortos...)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

9ª marcha do orgulho LGBT de Lisboa - 28 de Junho, 16h no Principe Real





A 9ª Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa já está agendada. É no próximo dia 28 de Junho que contamos com tod@s para participar e encher as ruas de Lisboa de cor e alegria.

"Porque a rua é o palco de todas as lutas e da celebração da diversidade e da visibilidade dos nossos amores, queremos mostrar que a orientação sexual e a identidade de género não nos diminuem nem nos tornam melhores seres humanos."
Lê o resto do manifesto aqui.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Memorial aos Homossexuais vítimas do Holocausto


Foi hoje inaugurado em Berlim o memorial aos homossexuais vítimas do Holocausto, os perseguidos pelos nazis eternamente esquecidos. 54 mil foram para campos de concentração. Aqueles que a memória conseguiu apagar tornando assim e ainda tolerável aos olhos de tantos a homofobia.

A homossexualidade permaneceu ilegal na Alemanha até 1969 e só em 1994 foi formalmente descriminalizada. Só em 2000 o Parlamento alemão aprovou uma resolução reconhecendo que a descriminação existira. O memorial teve de esperar por um presidente de câmara gay para ser construido.
Publicado por Daniel Oliveira 27 de Maio de 2008. em LGBT

Artigo original: http://arrastao.org/lgbt/as-vitimas-esquecidas/

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A primeira reunião do grupo aconteceu na passada sexta-feira.
Éramos cerca de dez pessoas, uma delas estudante de outra faculdade. A reunião, que serviu sobretudo para sabermos a quantas pessoas conseguiríamos chegar e para nos conhecermos melhor, correu muito bem e foi óptimos vermos que existem mais pessoas interessadas na temática LGBTQ.

Neste momento estamos a tentar marcar outra reunião e a tentar organizar um debate. Assim que tivermos datas iremos divulga-las aqui!

Se quiserem mais informações sobre o grupo contactem-nos ou por aqui ou por e-mail para letrasforadoarmario@gmail.com